Mais! A história da tatuagem, as técnicas e os adeptos são tema da exposição “Na Pele”, na Galeria Olido

A primeira máquina elétrica de tatuar chegou ao Brasil nos 60, via Porto de Santos. Naquela época, a tatuagem era uma arte marginal e mal vista – “coisa de vagabundo”, como diziam. Hoje, ainda existe um resquício de preconceito, embora os tatuados sejam muitos e de muitas tribos. Tal percurso, do underground ao mainstream, é retratado na exposição “Na Pele – Grupos que Comunicam e se Identificam pela Tatuagem”, na Galeria Olido

A atriz Mel Lisboa mostra suas tatuagens. A imagem integra a exposição Na Pele, na Galeria Olido

A história da tatuagem é contada por meio de fotografias antigas, objetos e documentários, com destaque para os desenhos e as técnicas utilizadas ao longo das décadas. Para explorar a singularidade de cada registro, a galeria exibe fotos gigantes e depoimentos em vídeo de famosos e anônimos.

O corpo desenhado de Mel Lisboa divide a parede com a criptografia exibida no corpo do rapperDexter, que representa o universo da tatuagem no cárcere. Alex Atala é fotografado no primeiro estúdio de tatuagem do Brasil, ao lado do pioneiro italiano Marco Leoni. Dudu Braga revela ao público a tatuagem que ele, cego desde os 22 anos, nunca viu, enquanto o comediante Rafinha Bastos exibe sua tribal. Também contam seus “causos” o pessoal do Pavilhão 9, o chef Checho Gonzales, o lutador de MMA Karim Aun, entre outros.

À esq., registro dos primórdios da tatuagem; à dir., Alex Atala e seu corpo desenhado

No meio de tanta informação visual, ainda há espaço para uma videoinstalação que exibe o documentário “O Brasil tatuado”, de Sebastião Braga. O filme reúne depoimentos de precursores como Claudia Macá, a primeira tatuadora do Brasil, e a história do surfista Petit, o “Menino do Rio” de Caetano Veloso, que viajou do Rio de Janeiro a Santos para se tatuar.

Tatuar pra quê?
Modismo, vaidade, protesto, idolatria, filosofia ou identidade? O que rege a vontade de fazer uma tatuagem? Para tentar responder, escritores, antropólogos e psicólogos se reúnem em dois debates que acontecem durante a exposição.

Anônimas como a hostess Lekka Glam e a empresária Flávia Ceccato também exibem suas tatuagens na exposição

Quem quiser interagir, poderá deixar sua “tatuagem” registrada em um manequim. Os desenhos serão fotografados e incorporados à exposição. A curadoria fica a cargo do tatuador Paulo Tattoo e do videomaker Ricardo Vidal.

Serviço
Galeria Olido – Av. São João, 473, República
Tel.: 11 3331 8399
Diariamente, das 12h às 21h30
Até 14 de dezembro
Grátis

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2 comentários em “Mais! A história da tatuagem, as técnicas e os adeptos são tema da exposição “Na Pele”, na Galeria Olido

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