20 de Julho DIA DO TATUADOR!

 

 

 

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Você quer saber por que o dia 20 de julho é o dia do tatuador? Bem, vamos contar um pouco a história da data.

 

Há 53 anos, dia 20 de julho de 1959, desembarcava no porto de Santos um homem que mudaria a história da tatuagem moderna no Brasil: o dinamarquês Knud Harald Lykke Gregersen, o famoso “Lucky Tattoo”. Nascido em Copenhague em 1928, sua paixão pela tatuagem e também por arte foi influência do seu pai, um famoso tatuador europeu.

LUCKY TATTOO
LUCKY TATTOO

 

 

Chegando em Santos, Mr. Lucky abriu o seu estúdio, situado inicialmente na rua João Otávio, local frequentado por seus principais clientes, à época, marinheiros, principalmente em busca de tatuagens cujo estilo chamamos de “Old School”. Com o seu estabelecimento aberto, tornou-se notícia nos principais jornais do Brasil, incluindo Folha de S. Paulo e jornal O Globo, principalmente intitulado por ser o primeiro e único tatuador da América do Sul.

 

A data foi escolhida pelo Sindicato dos Tatuadores e os seus associados, principalmente por ser a data em que o tatuador chegou ao Brasil, marcando a história da tatuagem em nosso país.

 

 

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O OLHO QUE TUDO VÊ

Tatuagem olho que tudo vê

Seja em best sellers cheios de suspense ou em artes gráficas que buscam a polêmica, o símbolo “o olho que tudo vê” está presente no cotidiano e no imaginário comum e continua gerando controvérsias em torno do seu significado.

Exemplo dessas controvérsias é que os primeiros resultados com as palavras “o olho que tudo vê” em sites de busca na internet levam a fóruns e blogs de teorias conspiratórias que associam o símbolo a uma grande conspiração em prol da dominação mundial arquitetada pela maçonaria, o lado negro das religiões ocultistas e os mais ricos do planeta.

Apesar dos muitos que levam a sério essas teorias e tentam alertar a todos do perigo iminente, os especialistas dizem que tudo não passa de lendas e da falta de conhecimento sobre o verdadeiro significado do símbolo.

Maçonaria

Durante muito tempo a maçonaria foi uma sociedade secreta que mantinha seus rituais guardados a sete chaves, escondidos até de alguns de seus membros, a quem só era permitida a revelação de certos segredos quando alcançassem graus específicos dentro da ordem. Todo esse mistério deu origem a muitas especulações e preconceitos, sobretudo sobre a simbologia e os rituais maçônicos.

O olho que tudo vê é realmente um símbolo usado pela maçonaria, mas que para seus seguidores possui um significado muito mais nobre que o domínio do planeta: como nessa ordem são aceitos membros das mais diversas religiões, o olho que tudo vê representaria o olho da providência, do grande arquiteto do universo, sempre vigilante, que une os maçons sob um ideal comum e os lembra do dever de sempre percorrer o caminho do bem.

Segundo pesquisadores, a arte renascentista já utilizava o símbolo do olho que tudo vê em suas obras, com o significado de olho da providência. Os maçons, então, além de terem se inspirado nos ideais renascentistas, também foram influenciados pela arte do período, apropriando-se do símbolo e de seu significado.

O olho que tudo vê

Egito

Porém, a origem do símbolo pode ser muito anterior na história da humanidade e remeteria ao culto dos deuses no Egito. Segundo a lenda, “o olho de Hórus” foi um artefato confeccionado para ficar no lugar do olho verdadeiro que o deus Hórusteria perdido em uma batalha com o deus Seth. A curiosidade é que na verdade são dois olhos, cada qual com um significado específico: o  direito representando o sol, a razão, os números, e o esquerdo representando a lua, a intuição, a magia. Juntos, esses símbolos formariam a totalidade e dualidade da vida, assim como oyin-yang, e eram tão sagrados para os egípcios quanto a cruz é hoje para os cristãos.

Os olhos eram usados como amuleto de proteção e cura, trazendo segurança, sabedoria e prosperidade a quem os portasse, e podiam ser encontrados em hieróglifos e em objetos pessoais dos faraós, como na múmia de Tutancâmon.

O olho que tudo vê

Tudo viu e ainda vê

Além da cultura egípcia, o olho que tudo vê tem referências em várias outras tradições, como na wicca, em que é amuleto protetor e ampliador da visão, no olho grego turco, também como elemento de proteção, e no bindi (o “terceiro olho”), da religião hindu, que, entre outros atributos, representa a força feminina.

É interessante notar que o olho que tudo vê percorreu a história da humanidade até hoje, e em cada tempo, de acordo com cada momento histórico, foram atribuídos a ele diferentes significados, o que dá  margem para que, além das interpretações históricas, religiosas ou conspiracionistas, esse símbolo possa ter um significado pessoal, fazendo sentidos diferentes para cada olhar.

Vale lembrar que o significado das tatuagens é pessoal e este artigo foi feito para explicar um pouco sobre a história e também os possíveis significados comuns nas culturas.

Tatuagem O olho que tudo vê

 

PONTILHISMO

O pontilhismo, ou dotwork, é, como o nome já diz, um estilo de desenho composto por pontos. Na história da arte ocidental, o surgimento dessa técnica está associado ao Impressionismo, mas é considerado um estilo pós-impressionista, chamado propriamente de Pontilhismo ou Divisionismo. Uma ideia geral do Impressionismo é que as pinturas reproduzem as impressões do artista, ou seja, sua visão imediata e momentânea de algo. Dessa forma, quadros impressionistas eram pintados com relativa velocidade, usando pinceladas rápidas e com movimentos precisos – se você pensar num quadro feito com Pontilhismo, é possível até visualizar essa técnica em processo.

O efeito ótico do pontilhismo se dá pela justaposição de cores – em vez de sua mistura -, baseada na teoria das cores complementares, na qual busca-se cores que ofereçam mais contraste entre si. Bem resumidamente, essas cores que mais se contrastam, quando misturadas, resultariam no preto, no branco ou em alguma graduação de cinza. Quando o artista não dispõe de certas cores, ele pode, então, misturá-las para que resultem numa terceira cor. A justaposição das cores num quadro seria responsável por criar a ilusão de sombras e variações de tonalidade, ou efeitos diferentes como o de um “negativo” ou a impressão de movimento.

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“O circo”, Georges Pierre Seurat

Posteriormente, a técnica do pontilhismo começou a ser usada para efeitos de sombra em desenhos realistas. Quanto maior a quantidade de pontos e mais juntos, maior seria o efeito de profundidade. Isso permitia que as variações de sombra fossem atingidas com maior precisão. Como vocês devem imaginar, isso não é algo fácil de se fazer, além de ser muito demorado e exigir, além de uma técnica impressionante, uma paciência sem fim! Um artista que faz belíssimas fotografias a partir do pontilhismo, o brasileiro Victor Salciotti, chegou a comentar em sua página que isso é um “trabalho de chinês presidiário” – acho que esse comentário oferece uma boa dimensão da coisa!

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Desenho feito por Victor Salciotti

Na tatuagem, é difícil encontrar um ponto inicial (com o perdão do péssimo trocadilho) em que a técnica tomou forma em tempos modernos. Na verdade, formar um desenho a partir de pontos é um preceito básico da tatuagem, se pensarmos que, antes de surgir a máquina elétrica, a maioria das técnicas consistia em fazer vários pontos com agulhas, até preencher completamente um determinado espaço. Pelo próprio funcionamento da máquina de tatuagem, umatattoo moderna também é feita com pontos, só que o batimento da agulha é tão rápido que não nos damos conta disso, porque nem mesmo conseguimos enxergar o processo, só o efeito resultante no traço.

Mesmo sem perder de vista a história do pontilhismo na arte ocidental, se repararmos a maior parte das tatuagens pontilhadas, vamos perceber que há uma preferência por desenhos orientais ou geométricos, como os mandalas e as artes sagradas hindus, budistas, tibetanas, tailandesas, entre outras. Isso me faz pensar que, talvez, o pontilhismo na tatuagem tenha se originado dessas práticas antigas como a tatuagem Yantra, realizada na Tailândia. De fato, muitos tatuadores modernos que se dedicam ao dotwork usam uma técnica chamada handpoking, dispensando a máquina e fazendo da haste com a agulha uma espécie de caneta. Essa técnica é bastante semelhante às usadas em rituais orientais de tatuagem, nos quais se usam bastões de madeira ou bambu com agulhas atadas às pontas.

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Um dos maiores representantes do dotwork é o belga Daniel DiMattia, um autodidata que tatua profissionalmente há 20 anos. Proprietário do estúdio Calypso Tattoo, ele decidiu se especializar no blackwork por considerar um estilo poderoso e desafiador. O uso de uma única cor – o preto – nas tatuagens exige grande dedicação do tatuador para criar novos desenhos, e as inspirações de DiMattia vêm das tatuagens tribais ao redor do mundo e de padrões antigos gravados, pintados ou bordados nos mais diversos meios, que ele fotografa em suas viagens.

Outro grande nome no estilo é o do inglês Tomas Tomas, tatuador no famoso estúdio londrino Into You. Tatuando há 19 anos, ele também começou a aprender a arte por conta própria e se tornou famoso por reinventar a tatuagem tribal. Na verdade, na minha opinião, o estúdio Into You, aberto em 1993, é o que reúne o melhor time de tatuadores especializados em blackwork dotwork do mundo – entre outros (muitos) estilos.

Além desses, vale a pena mencionar Xed Le HeadJondixThomas Hooper,Pierluigi DeliperiDamianAnna DayNazareno Tubaro (Argentina)… No Brasil, destacam-se os trabalhos de André Cruz, do Paz Tattooagem, e de Brian Gomes, ambos de São Paulo, além do paranaense Gregorio Marangoni (clique aqui para conferir a matéria do Tattoo Tatuagem com ele).

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BENJAMIN LAUKIS E SEUS RETRATOS

Benjamin Laukis, antes grafiteiro, atualmente tatuador no estúdio Pure Vision, que fica localizado em Melbourne, Austrália, entrou para o mundo da tatuagem em 2008, focado em uma abordagem realista, bem como desenhos personalizados.

Nunca planejou ser tatuador, hoje vive disso. A arte sempre tomou todo o seu tempo e para ele é um prazer fazer tão bem o que faz. Tem como inspirações os artistas plásticos Caravaggio e Rembrandt, assim como os artistas contemporâneos, Kevin Llewellyn e Michael Hussar.

Em uma entrevista ao Inkedmag ele afirmou que gosta de tatuar sobre tudo, mas tem se especializado em retratos.

REVISTA TATTOO ART #13

á está nas bancas a edição número 13 da revista Tattoo Art e quem enfeita a capa, dessa vez, é a belíssima gaúcha Mila Spook!

Os convidados internacionais são o incrível realista Rich Pineda, em entrevista feita pelo nosso querido chefe, Nathan Adelino (e que você pode conferir aqui) e o polonês Jakub “Kuba” Kujawa, que vem reinventando o conceito de art nouveau com suas tatuagens, além de dedicar-se também ao realismo e a conceitos mais dark tanto na tatuagem quanto em quadros, como vocês podem observar pelas fotos abaixo.

Um dos destaques desse mês é outro realista, dessa vez, brasuca: Jorge Vilella, que trabalha no Verani Tattoo Studio, em Porto Alegre. O outro destaque é uma brasileira que vive em terras europeias, Lorena Morato, e que vem ganhando reconhecimento em convenções pela Europa por seu neotradicional delicado. Aliás, para quem quiser aproveitar a oportunidade, ela já está agendando tatuagens para a Rio Tattoo Week, que acontecerá em janeiro de 2014!

Mudando um pouco de “tela”, o artista plástico, pesquisador, professor e curador para os estúdios Donna Tinta, Marcio Ramos, mostra seu intrincado trabalho com pontilhismo e stippling.

Tem ainda um excelente texto sobre a tatuagem e os diferentes tons de pele (escrita pela Brunna e que vocês podem ler aqui), além de uma matéria com o versátil tatuador Angelo Fernandes, dono do estúdio Fx Tattoo, de Praia Grande, e que tatua atualmente no The Painted Bird Tattoo, em Boston.

TATUAGEM DE PENAS

Delicadas, símbolos de espiritualidade e com uma variedade imensa de cores, as tatuagens de penas são consideradas muito populares entre homens e mulheres de todo o mundo. A escolha da tatuagem de penas pode vir desde um parentesco indígena, simbolizar liberdade, sorte ou convicção. Índios costumam usar penas em roupas, armas e adereços, representando a sua comunicação com o mundo espiritual e os seus antepassados.

Uma única pena caída pode expressar uma perda; e com mais alguns elementos – como um bracelete ou sementes e cordões – pode ser o símbolo da coragem de um guerreiro. As cores também mudam o significado da tatuagem: branco remete à inocência; vermelho ao amor. Amarelas e laranjas representam alegria e inteligência. Azul e verde simbolizam tranquilidade, e uma pena sombreada ou preta pode ser símbolo de simplicidade e liberdade.

Os significados variam ainda dependendo do tipo específico de pena que é escolhido. Uma pena de águia, por exemplo, simboliza força e coragem, enquanto a do pavão, com todas as suas cores, pode simbolizar riqueza, renascimento e vaidade.

A pena de uma coruja carrega com ela diversos significados como a proteção contra maus espíritos e energias ruins, simbolizam também mistério e sabedoria. Outra pena que pode ser retratada na pele é a da fênix, uma pena flamejante pode significar renascimento e imortalidade, ou uma nova fase na vida de quem a possui.

Pavão e Fênix

Junto às penas, algumas pessoas ainda incluem alguns elementos, como asâncoras. Âncoras e penas podem significar perseverança e espiritualidade. As penas também são retratadas nos filtros dos sonhos, em diferentes quantidades que simbolizam o ar.

É comum que pessoas incluam no desenho da tatuagem pequenos pássaros como parte da pena içando voo, simbolizando liberdade.

Vale lembrar que os significados de tatuagem publicados são apenas referências, pois cada pessoa tem um significado próprio para sua tatuagem.

TATTOO WEEK SÃO PAULO – 2013

TattooWeek

Acontece, nos dias 19, 20 e 21 de Julho, o Tattoo Week SP – 2013, encontro internacional de tatuadores e body piercers que reunirá grandes nomes da arte no corpo em São Paulo!

Realizado pela Klan Tattoo, o evento será realizado no pavilhão amarelo do Expo Center Norte, uma área de 10.000m² onde estarão cerca de 260 estandes, sendo 30 deles de tatuadores internacionais, entre eles o tattoo star Chris Nuñez, idealizador do Miami Ink, o russo Sergey Buslay e o casal argentino Victor e Gaby Peralta.

Estão confirmados também workshops com o espanhol Jee Sayalero e com a alemãAdri Oest! Completam o gigante time de artistas cerca de 1.100 brasileiros vindos de todos os cantos do país, além das melhores lojas de suplementos para tatuagem e piercing.

Além da tradicional premiação para as melhores tatuagens, haverá o concurso deMiss Tattoo Week! Acontecerão ainda vários lançamentos, como a da linha de camisetas SuperNes, da Vomit3d e dos sketchbooks da Pixel Art Books, com os trabalhos de João Chavez, Thiago Padovani, Leonardo de Almeida e Ramon Santamaria.

O público esperado é de 45.000 pessoas, que poderão contar com toda a infraestrutura disponível no local, incluindo segurança, limpeza, banheiros e fraldários, bar e até uma praça de alimentação. Há estacionamentos próximos ao pavilhão e a estação de metrô Tietê fica a apenas 10 minutos do evento.

Tattoo Week São Paulo – 2013

Data: 19, 20 e 21 de Julho

Horário: 13:00 às 22:00

Local: Expo Center Norte – Pavilhão Amarelo – Av Otto Baumgart, 1000, Vila Formosa – SP

Valores: 

Entrada normal: R$ 20,00

Meia-entrada: R$ 10,00 (com apresentação de carteirinha de estudante)

Convite solidário: R$ 10,00 + 1kg de alimento não perecível

– Crianças menores de 6 anos e Idosos com 65 ou mais não pagam entrada.

Formas de pagamento em dinheiro, cartão de débito ou crédito.

Saiba mais sobre o evento no site oficial e no Facebook.